POEMA"Cantaremos o desencontro:
O limiar e o linear perdidos
Cantaremos o desencontro:
A vida errada num país errado
Novos ratos mostram a avidez antiga"
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner - O Nome das Coisas, Morais Editores, Lisboa, 1977, p.75.



"Os romances, contos e crónicas do Último Eça refulgem hoje com uma actualidade inusitada. Sob a diferença da conjuntura, vibra hoje, estruturalmente, o mesmo Portugal que Eça conheceu nas décadas de 80 e 90 do século XIX: instituições bloqueadas ou ineficazes (Justiça, Educação, Saúde), uma classe política genericamente medíocre - refugo, em todos os partidos, das notáveis direcções refundadoras da democracia -, uma Assembleia da República de funcionários, em que mais sobeja o interesse do que o pensamento, um empresariado especulativo, assente no betão e no comércio de curto prazo, elites jogando com a sorte, visando a fama sem o suor do estudo e do trabalho, um povo bárbaro rastejando em Fátima ou ululando em estádios de futebol, de olhos grudados numa televisão vocacionada para mentes imbecis, frequentando os delirantemente maiores centros comerciais da Europa."
" Protesto contra o encerramento da sala das Conferências Democráticas 



Aproveitem, vejam e revejam as caricaturas de EÇA DE QUEIRÓZ no Museu Nacional de Imprensa, nem que seja virtualmente no ttp://www.imultimedia.pt/museuvirtpress/port/frame5.html

Parece que para os poderes políticos e públicos (vá-se lá saber porquê ou por quanto?) a Granja agora só existe na Boca Mar...talvez seja pela proximidade turística do Hotel Solverde ou de algum "ilustre" ou recente Granjola a morar na Avª da República.
É o único edifício público, ou com funções públicas, que resta na GRANJA.
Uma famosa e célebre família de Granjolas, a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen com os seus cinco filhos. A Drª Isabel Sofia, mais velha e ainda Granjola, o Miguel Sousa Tavares, jornalista e Escritor, a Prof Drª Maria Andresen, professora e grande escritora, o Xavier e a Sofiinha...que honram bem o nome da Granja e dos pais que tiveram.
"O Embaixador Dário de Castro Alves, que continuou uma já antiga e ilustre dinastia de especialistas e devotos brasileiros de EÇA DE QUEIROZ, escolheu, como objecto da sua investigação a gastronomia e os vinhos de Eça.
E por falar em PRAIA, um dos ilustres que por cá passou e deu banho, café e outras coisas mais, a gerações e gerações de Granjolas, o SR. Zé Banheiro aqui, com o neto (EDUARDO) ao colo, um dos actuais donos da ilustre BARRAQUINHA por onde todos passam e a Granja se junta. 

BELMIRO CARVALHO, dono da "Grande Fábrica de Mobílias da Granja" era também um ilustre Granjola, pai da D. Guidinha Couto, avô da Lindinha e da Nélinha Couto.
Foi um Granjola. Aqui passou férias em vários anos da sua infância. Os seus pais fizeram vida empenhada por cá, seu pai , advogado, foi administrador da Assembleia da Granja. 
Nas comemorações do centenário de Eça de Queiroz, o maior escritor português do Séc. XIX. Em 2000, as crianças ouviram falar dele, onde???
Talvez valha a pena (re)ler, ler e (re)ler Eça, os contos deste livro não foram feitos para as crianças, mas refeitos pela Luisa Ducla Soares para elas - Seis Contos de Encantar.
EÇA DE QUEIRÓZ... com todos.