sábado, 8 de maio de 2010
Ministros da Cultura vão pedir maior financiamento para biblioteca virtual europeia
Os ministros da Cultura da União Europeia (UE) vão exigir na segunda-feira um maior financiamento para que a biblioteca virtual europeia, Europeana, se afirme a longo prazo como uma ferramenta digital de referência
Este será um dos pontos em destaque no Conselho de Ministros da Educação, Juventude e Cultura da União Europeia - o último da presidência espanhola da UE - que se realiza na próxima segunda-feira em Bruxelas e contará com a participação da ministra portuguesa da tutela, Gabriela Canavilhas.
Os ministros pretendem adoptar um texto de conclusões sobre como dar um novo impulso à Europeana, o portal Web que actualmente dá acesso a cerca de sete milhões de livros, quadros, filmes, fotografias e outras obras culturais europeias digitalizadas.
Os conteúdos foram facultados por mil instituições culturais de toda a UE, mas existem grandes diferenças entre os Estados membros em termos de contribuição.
Os vinte e sete consideram necessário aumentar o número de materiais disponíveis na Europeana, bem como melhorar o equilíbrio geográfico entre os contributos, já que quase metade das obras acessíveis no portal é procedente de França.
No rascunho das conclusões, sublinha-se que a Europeana «deve continuar a melhorar» e, em particular, ter uma apresentação mais cativante dos itens, aperfeiçoamento das ferramentas de busca e a possibilidade de aceder a todas as suas áreas e conteúdos «com funcionalidade multilingue».
Os ministros da Cultura esperam convencer a Comissão Europeia (CE) da necessidade de dotar a biblioteca de um maior financiamento comunitário, visando garantir o crescimento da Europeana a médio e longo prazo e torná-la «uma ferramenta digital de referência».
Tal não será tarefa fácil, tendo em conta as restrições generalizadas à despesa pública, que está na origem da crise financeira internacional, indicaram fontes diplomáticas.
Outro assunto em cima da mesa na reunião dos vinte e sete serão as competências que o grupo de reflexão criado pelo Executivo comunitário terá para propor modos de fomentar a digitalização de conteúdos culturais na UE e estudar questões controversas como os direitos de autor.
Além de França e Espanha, impulsionadores da iniciativa junto da CE, o «grupo de sábios» conta com poucos apoios entre os Estados membros, muitos dos quais temem não ser tidos em conta na altura de apresentar propostas concretas.
Os ministros também debaterão a forma de compatibilizar o respeito dos direitos de autor com a digitalização das obras, tendo em consideração as diferentes legislações neste âmbito dos Estados membros da UE.
Por último, o Conselho tomará uma decisão formal sobre a nomeação da capital letã, Riga, e a cidade sueca de Umea como Capitais Europeias da Cultura 2014.
Sol / Lusa
ver em
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=171777
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